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O Idoso, a Família e a Sociedade
01 Fevereiro 2019

O Idoso, a Família e a Sociedade

"Todo o cuidado dá frutos. No jardim dá belas flores, na família bem-estar."
 
 Sabemos que a imagem do idoso na sociedade tem vindo a sofrer profundas alterações. Antes, a sua posição era vista com respeito e o seu papel era determinante na tomada de decisões. Hoje em dia, numa era onde encaramos a produtividade e a atividade profissional como o mais importante e vemos o envelhecimento apenas como perda de capacidades, o idoso é tido como um fardo.

 Dentro desta sociedade estão pequenas comunidades que servem de base à educação, convivência e estrutura para a forma como vivemos. A estas chamamos família. Mas quando falamos em família não nos limitamos a parentes de sangue.

 Num sentido mais amplo a família inclui não só o nosso agregado familiar como os parentes mais afastados com quem estabelecemos laços afetivos fortes e também pessoas que, mesmo sem laços de sangue, desempenham uma função vital no apoio e cuidados dos nossos entes queridos.

 Muitas vezes os vizinhos e amigos são a única família que um idoso tem. Acabam por se responsabilizar pela sua vida e encarregam-se de lhe proporcionar a maior alegria e aconchego.


“A maioria dos idosos não vive, existe. E, existir sem ser visto é uma espécie de morte.”
 
 A sociedade em que vivemos cria certos desafios à nossa ligação entre família e com os Idosos. Torna-se difícil ver realmente o outro. Torna-se difícil cuidar. Entre estes desafios encontramos:

1. A falta de disponibilidade/tempo
   Cada um de nós tem as suas atividades, as suas responsabilidades e torna-se difícil gerir relações pessoais, afazeres profissionais e compromissos diversos.

2. As transformações demográficas
   A família encontra-se muitas vezes separada: dividida por cidades, muitas vezes distritos e até países.

3. Alterações na estrutura familiar
   Os papéis de cada um na família foram divergindo ao longo dos tempos. Já não cabe só às mulheres a responsabilidade de tratar do lar nem só aos homens a obrigação de providenciar. O casamento já assume várias formas de compromisso e nem todas as famílias são iguais entre si.

4. Dificuldades financeiras
   Este fator torna-se relevante não do ponto de vista do carinho e afetos mas do ponto de vista da prestação de cuidados de saúde ou cuidados específicos.

 Como vemos, estes fatores tornam difícil a nossa ligação como seres humanos e a prestação de cuidados.

 As doenças levam também o idoso a depender de outros para todas as tarefas do seu dia-a-dia. Para o seu bem-estar contribuem de uma forma resumida: as instituições de saúde, os cuidados domiciliários e a família. Igualmente, a sociedade.

 Então assim, como vamos resolver os obstáculos que aparecem no nosso caminho todos os dias?

 Na forma mais básica, o papel da família no apoio ao idoso passa por dar valor à pessoa em questão: aumentar os seus conhecimentos, ouvir as suas opiniões e dar importância aos seus conselhos. Para além disso, passa por garantir que, em caso de necessidade, o idoso tenha acesso aos apoios e cuidados necessários à sua saúde.

 Acreditamos que família significa carinho, companhia, uma fonte de amor e a base de aceitação. Com esforço, dedicação e união torna-se mas fácil derrubar barreiras e construir pontes entre os mais novos e os mais velhos.
 Vemos muitas vezes que as famílias procuram uma atividade que ocupe o idoso sem se preocupar se ele está interessado em coisas que “ocupem o seu tempo”. Em vez disso, sugerimos que deem valor às suas qualidades e atributos de forma a que este possa contribuir para o meio em que vive, para a mesma família da qual faz e sempre fez parte.

 Existir é ouvir e ver o outro, é ser ouvido e ser visto, é cuidar e ser cuidado. Para o fazer não são necessárias grandes viagens, muito dinheiro ou tempo. Basta uma conversa e uma visita.

"Cuidar é não tratar como morte o que é vida e como coisa o que é gente.”
 
 Enquanto cuidador, acredite na sua capacidade para lidar com adversidades. É crucial que na altura de tomar decisões difíceis em relação ao seu familiar Idoso, saiba que é capaz de o fazer. Pense não só nas dificuldades mas também no que pode retirar de positivo de cada situação.

 Em casos de demência ou incapacidade, lembre-se que o idoso não tem culpa da circunstância em que se encontra e continua a ser um ser humano com vontades e dignidade.
Veja os cuidados ao idoso não como uma obrigação mas como uma feliz oportunidade de se relacionarem de novo. 

É extremamente importante parar de fazer a ligação entre a velhice e o fim de vida. A terceira idade não é sinónimo de paragem. Pode ser em vez disso um novo nascimento. É a altura perfeita para descobrir novos gostos, fazer novos amigos e partir em novas aventuras. Nesta fase da vida também a doença pode não significar o fim e é fundamental ver a pessoa primeiro, antes de tudo o resto.

 Temos todos de nos adaptar a uma sociedade mais envelhecida, mas com igual valor e importância. É necessário lutar pelo bom envelhecimento, pelo envelhecimento com qualidade. É fundamental cuidar dos nossos familiares idosos da mesma forma como gostaríamos de ser cuidados.