Setembro traz de volta as rotinas. Terminam as férias, regressam os horários de trabalho, as escolas, as consultas e os dias mais preenchidos.
Para muitas famílias, significa também passar menos tempo com os pais ou com familiares mais velhos.
E é precisamente nesta altura que algumas perguntas começam a surgir: estão bem sozinhos em casa? Continuam a fazer as refeições normalmente? Lembram-se da medicação? Conseguem ir às consultas sem dificuldade? Estão a passar demasiado tempo sozinhos?
Não é preciso acontecer uma queda, um internamento ou uma situação de emergência para começar a prestar atenção.
Às vezes, são pequenas mudanças na rotina que mostram que está na altura de acompanhar um pouco mais de perto.
As refeições continuam a fazer parte da rotina?
Quando visitamos os nossos pais, nem sempre é fácil perceber como são os restantes dias da semana.
Vale a pena reparar se continuam a cozinhar, se fazem refeições completas e se têm alimentos em casa.
Um frigorífico quase vazio, refeições cada vez mais simples ou o hábito de saltar refeições podem ser apenas mudanças pontuais, mas também podem indicar que preparar comida começou a ser mais cansativo ou difícil.
E a medicação?
Tomar vários medicamentos em horários diferentes pode tornar-se confuso, sobretudo quando acontecem alterações frequentes à medicação.
Se os comprimidos começam a ficar esquecidos, se existem dúvidas sobre o que já foi tomado ou se as caixas parecem não acompanhar os dias, é importante perceber o que está a acontecer.
Por vezes, uma rotina mais organizada é suficiente. Noutras situações, pode ser útil existir alguém que acompanhe este momento do dia.
Sentem-se seguros quando ficam sozinhos?
Este é um dos pontos que muitas famílias só começam a questionar depois de acontecer alguma coisa.
Mas não é preciso esperar por uma queda.
Pode reparar se o seu pai ou a sua mãe começou a apoiar-se mais nos móveis, se evita escadas, se tem dificuldade em entrar no banho ou levantar-se da cama ou do sofá.
Também pode surgir simplesmente uma frase que antes não existia: “já não gosto muito de ficar sozinho”.
Quando aparecem estes sinais, vale a pena falar sobre eles.
Continuam a conseguir sair de casa?
Ir ao supermercado, à farmácia, a uma consulta ou apenas dar um passeio faz parte da autonomia.
Quando essas saídas começam a diminuir, pode existir uma razão muito simples, como cansaço. Mas também pode haver medo de cair, dificuldade em caminhar, problemas de orientação ou falta de alguém que acompanhe.
Se há consultas que começam a ser adiadas porque ninguém da família consegue acompanhar, por exemplo, talvez seja altura de encontrar outra solução.
Quanto tempo passam realmente sozinhos?
Durante as férias há normalmente mais visitas, almoços, passeios e tempo em família.
Quando todos regressam ao trabalho e às suas rotinas, o contraste pode ser grande.
Pergunte-se quanto tempo o seu familiar passa sozinho durante uma semana normal.
Ter companhia não significa necessariamente precisar de cuidados permanentes. Pode significar simplesmente ter alguém com quem conversar, fazer uma caminhada, sair de casa ou partilhar algumas horas do dia.
Repara em pequenas mudanças na higiene ou na casa?
Há sinais que parecem pouco importantes quando vistos isoladamente.
Roupa que ficou por lavar. Uma casa que começa a parecer mais desorganizada. Um banho que passou a ser evitado porque entrar na banheira é difícil.
Não significa necessariamente que exista um problema grave.
Mas quando algo que sempre foi feito com facilidade começa a deixar de acontecer, vale a pena perceber porquê.
O mais importante é reparar no que mudou
Cada pessoa envelhece de maneira diferente.
Por isso, mais importante do que seguir uma lista rígida de sinais é comparar com aquilo que era normal para aquele familiar.
Se sempre foi independente e agora pede ajuda para tarefas simples, alguma coisa mudou.
Se sempre gostou de sair e deixou de o fazer, alguma coisa mudou.
Se sempre tratou da medicação sem dificuldade e começou a esquecer-se, alguma coisa mudou.
São estas pequenas alterações que ajudam a família a perceber quando pode ser necessário ajustar a rotina.
Quando pode fazer sentido procurar apoio domiciliário?
Pedir apoio em casa não significa retirar independência.
Muitas vezes, acontece precisamente o contrário.
Ter ajuda em determinadas tarefas pode permitir que uma pessoa continue a viver em sua casa, com os seus horários, os seus objetos, os seus hábitos e a sua rotina, mas com mais segurança.
O apoio pode ser necessário apenas algumas horas por dia, em momentos específicos da semana ou de forma mais regular, consoante as necessidades.
Na Culsen®, acompanhamos pessoas no seu próprio domicílio e ajudamos as famílias a perceber qual a solução que melhor se adapta à realidade de cada Cliente.
Se começou a notar mudanças na rotina dos seus pais ou de outro familiar e não sabe se já é altura de procurar apoio, fale connosco. Podemos ajudar a avaliar as necessidades e a encontrar uma solução adequada.


